quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

A beleza fria da noite


A beleza fria da noite, acalma-me.

A estranheza da beleza fria da noite, intriga-me.

A paixão pela estranheza da beleza fria da noite; leva-me aos confins do Universo.

O Universo, e a sua infinita grandeza, são pequenos. Como o grão de areia, que procria no deserto.

Deserto maior é a água, onde o grão de arei não pode existir.

A existência, infinita devido ao Sol. Estrela de fogo; a luz na escuridão, que nós absorvemos no chão.

Para além de tudo isto. A calma, que a noite nos transmite, quando viajamos adormecidos da
realidade. Afogados nos nossos pensamentos.  

terça-feira, 18 de dezembro de 2012


A beleza do “ser Humano”

 

 Ao redor tudo calmo, calmo como o vento que não bulia. A luz fosca que se escondia, era a alma desse dia.

  O cheiro molhado da terra, fazia lembrar a chuva que não cai. O som dos pássaros era o silêncio, que qualquer surdo ouvia.

  No centro a agitação da água nas poças, fazia pingar o humor dos mosquitos, que nelas se procriavam. A melodia minimalista que entoavam, com bater das suas asas, fazia lembrar o murmurar de qualquer missa.

  No meio de tudo isto, no meio do nada. Os homens doentes que carregavam, os mortos, enquanto os morriam de inércia. Atolados no cheiro a tinta, do papel prensado que cultivam.

  A dificuldade desta cultura, obriga a grandes esforços;… dos escravos, que para eles trabalham. Os doentes e os mortos, que apesar de sãos, não pesam na mente, nem tão pouco no coração destes esquecidos irmãos.

  Filhos da Humanidade, que é não “existir”. A presença do Sol na vida de vários seres é esquecida, até ao minuto em que esta se apaga.

  É assim que a vida é regida, pela a necessidade de “comermos”. As limitações de sonhar, são cada vez maior e o tempo de estar acordado, cada vez menor. Vivemos adormecidos, no nosso dia a dia. Vivemos mortos a nossa “riqueza” e esquecemos a nossa “beleza”; o sermos Humanos.

  O significado desta palavra, não acompanha o que a Historia, sobre ela. Nos revela. Pois, mais Humanos são os mosquitos que na poça procriam. Ao invés nos Humanos, que de lama alimentamos os nossos irmãos; e no pó os enterramos. Queremos ouro para os nossos filhos e larvas para os filhos dos outros.

Ò Homem, que Humano és tu?! Que tens mais coração, para as lavras que alimentas com a tua carne, do que por ti próprio.