sábado, 1 de maio de 2010

Doença perfeita; Sã!





















No monte mole, tudo escorre enquanto dorme.

Anémonas de algodão correm atrás de seus viscosos filhos; dementes!

Durante a luz, quando o sol derrete, a esponja ausente canta.

Todos ouvem, todos acompanham o seu cantar.

Quando a luz acaba o monte acorda; pára de escorrer.

O calor do fim da luz solidifica os, gelatinosos, corpos dos habitantes do monte mole.

Durante esta nova claridade tudo brilha; cintila!

Existe!

No monte mole de papel tudo é diferente; distante!

Para sempre!

O rio de lama, queimada, alimenta toda a manada; pastor! Enquanto pequenos gnomos de esferovite brincam nas suas margens. Leito!

Perfeito?!

Na monda, ceifeiras cortam a cabeça à morte; sorte! Pedras, bebés, saltitam na mente nómada de um viajante; louco!

No monte o sol volta a derreter e durante a luz;

Tudo escorre enquanto dorme! Cintila! Existe! Distante! Para sempre! Pastor! Leito! Perfeito! Louco!?

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Copo corpo.



Gostava de viajar de uma garrafa para outra, dentro de pequenas gotas rubras e ficar bêbado com a surdez de teus olhos.


Gostava de flutuar no cheiro a vinho de cada palavra que não ouvi, enquanto cantavas, muda, para mim.


Gostava de beber o aroma líquido da tua essência, pousar no copo que me serviste e perceber o que sentes.