terça-feira, 13 de abril de 2010

Líquido seco!


Liquida. Água negra esconde a incerteza de ti.

Líquido sou eu. Tento evaporar a minha essência, para o canto onde a luz dorme.

Liquido é o sol que nos consome.

Pó.

Pó líquido, seco de tanto correr a sombra.

Pó, somos nós quando nos olhamos, sóbrios e sombrios. Sentimos sede de pó; líquido.

Líquida, água tua na minha mão como tu no meu chão, de pó… líquido…


segunda-feira, 12 de abril de 2010

…

Tu nada mais…


Nos olhos brilhantes, como a luz vermelha da tua mente, pensas chorar o pó da tua morte...

As lágrimas, frias, que deitas fora. São braços de crianças que por ti chamam.

És tu e os teus medos, dentro de pequenos frascos de vidro.

São as tuas lágrimas…

És tu, nada mais.

domingo, 11 de abril de 2010

Seres húmidos em Terra; seca!





Seres húmidos em Terra; seca!



De volta à Terra; sito seco e árido; De volta!


Acabado de aqui cair, quase me afogo em tanto líquido; seco! À minha volta seres moles olham para mim, tanta humidade em cada um.


Não consigo levantar-me, o chão rijo que me ampara não o permite. À minha volta os seres multiplicam-se, moles, húmidos, prestes a explodir e a derramar toda a humidade que trazem consigo; viscosa; peganhenta…


De volta à Terra, árida, vazia; sugada por seres que a beberam, seres húmidos gordos que me olham; multiplicam-se…


Depois de aqui cair olho para mim, enquanto humedeço o chão de terra onde cai.


Sinto me esvaziar, dou de beber à Terra seca, que me bebe. Liquido avermelhado, espesso e gelatinoso.


A dor, que dor!


Quase vazio olho o Sol, quente, que faz derreter a multidão de seres, húmidos gordurosos…! Gotas forma-se na sua pela, não em seus olhos; secos! Gotas atrás de gotas chovem à minha volta. Dão de beber à Terra onde cai. Onde me tornei seco, onde toda esta multidão de seres húmidos se tornara seca. Onde cada um destes seres, húmidos será rodeado por uma outra multidão de seres húmidos e se tornara seca; e se tornara terra; esta Terra.