sábado, 3 de novembro de 2012

Na porta de uma pedra


Na porta de uma pedra, o ser paciente esperava.
A rocha incomodada cantava, para se distrair.
A porta, essa, mantinha-se fechada!

A paciência esgotava-se, a canção acabava.
O incómodo aumentava.

Na porta da rocha, o ser irritado esperava.
A rocha estática praguejava.
E a porta mantinha-se fechada.

O mais convicto a porta!?................

 

Hoje longe. Amanhã!


Hoje longe. Amanhã!

Hoje; a luz do pequeno candeeiro balança na minha cabeça.
A luz; sempre a luz que apago quando me deito.
O seu desaparecimento adormece-me.
Durmo; permaneço vivo num mundo qualquer, meu, só meu.
Longe; longe da luz, longe do candeeiro, longe de meu corpo. Longe!
Hoje; não existe qualquer noção do tempo. O hoje não existe.
Amanhã; acordo e dou vida à luz do candeeiro. Hoje!?

 

Apagada


Apagada

 
Chama, intumescente, que não arde;
Queima o vazio.
Chama de água, seca, chora em minha mente;
Indigente, enriquece o teu corpo;
Inexistente.
Chama morta, apagada.
Corpo ignífugo,
Sem vida;
Extinto;
Chama.
Eu.
Chama que tu apagaste;
Beijaste.
Chama Beijo;
Desejo.
Arde;
Ar.

Cinza


*

A cegueira que agora sinto; não me dói.
É apenas escura.
Cinza
 
Lágrima, cinza….Lama!
 
De tanto chorar enlameei o meu existir;
Enterrei-me.
De tanto chorar, afoguei-me…em mim.
Morri, coberto de uma camada de lama seca.
Fina; sepulcral…
Nunca mais chorei; desapareci!
Volto agora
Queimando a fina camada,
Quebro esta casca; este ovo cavernoso.
Ardo em asas de labareda e volto a nascer.
De novo...cinza…

 

Em manutenção, para limpar a alma de tamanha corrosão.
É apenas uma estação a que tem o coração, apenas uma paragem.
Abre brevemente sem correspondências.
Apenas um saída apenas uma entrada.

Em sacos...

Em sacos... Separado em sacos, de vidro, sou transportado pela vida e seus cem braços. Pedaços de dias que são só dia e pedaços de noites que são só noite. Pedaços que diminuem os sacos. Diminuindo os braços da vida. Em sacos trago o meu existir. Tu!

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

A beleza do “ser Humano”


 
 Ao redor tudo calmo, calmo como o vento que não bulia. A luz fosca que se escondia, era a alma desse dia.
  O cheiro molhado da terra, fazia lembrar a chuva que não cai. O som dos pássaros era o silêncio, que qualquer surdo ouvia.
  No centro a agitação da água nas poças, fazia pingar o humor dos mosquitos, que nelas se procriavam. A melodia minimalista que entoavam, com bater das suas asas, fazia lembrar o murmurar de qualquer missa.
  No meio de tudo isto, no meio do nada. Os homens doentes que carregavam, os mortos, enquanto os morriam de inércia. Atolados no cheiro a tinta, do papel prensado que cultivam.
  A dificuldade desta cultura, obriga a grandes esforços;… dos escravos, que para eles trabalham. Os doentes e os mortos, que apesar de sãos, não pesam na mente, nem tão pouco no coração destes esquecidos irmãos.
   Filhos da Humanidade, que é não “existir”. A presença do Sol na vida de vários seres é esquecida, até ao minuto em que esta se apaga.
   É assim que a vida é regida, pela a necessidade de “comermos”. As limitações de sonhar, são cada vez maior e o tempo de estar acordado, cada vez menor. Vivemos adormecidos, no nosso dia a dia. Vivemos mortos a nossa “riqueza” e esquecemos a nossa “beleza”; o sermos Humanos.
  O significado desta palavra, não acompanha o que a Historia, sobre ela. Nos revela. Pois, mais Humanos são os mosquitos que na poça procriam. Ao invés nos Humanos, que de lama alimentamos os nossos irmãos; e no pó os enterramos. Queremos ouro para os nossos filhos e larvas para os filhos dos outros.
Ò Homem, que Humano és tu?! Que tens mais coração, para as lavras que alimentas com a tua carne, do que por ti próprio.      

chuvoso

Chuvoso... Com abertas de luz no pensamento.
Aguardo cada gota como amiga, espero que mais tarde se transformem em raios de luz e me iluminem a alma e o coração. DiA.....¡

Sombrio

Sombrio. . . Sombras pairam sobre o meu jardim, a incerteza de chuva e alguma.
Não se vê o Sol, o único calor que se sente é o de meu corpo gelado.
À distância a luz de uma chama apaga-se e a sombra torna-se cada vez maior

.

oMeuéMeu

O meu sentir é meu, a minha vida é minha, a minha história é minha, quero ser eu a contar essa história.
Não preciso de novas versões contadas por bardos sem saber, que cantam desafinado a trajedia alheia. Está vida não é deles é minha e de meu amor.

...Ofuscado...

...Ofuscado...
Hoje uma Luz despertou ao meu acordar,
logo ali ao meu lado. Sufoco com sua atmosfera e com ar que emana.
Respiro a vida de um mortal, no perfume desta estrela.
Mulher.
Meu amor.
 
 
 



Em viagem ll

Em viagem saio, saio de perto de tudo o que é para mim e vou a caminho do, tem que ser. Absorvo dos teus lábios a energia para resistir a longa viagem que estar longe de tudo o que é para mim. Tu. DiA.....¡

Distante!contigo

Distante.
Perto de estar distante, estou junto a ti, toco a tua face sem te ver mas sei que és tu. 
Os meus dedos tocam a tua pele e sentem a paixão que transportam para o coração.
Assim com o teu aroma, que inspiro para me inspirar e poder sonhar.
Contigo

Leve, leve...

Leve, como uma pena, que agora pousada no teu leito, antes planava levemente em teu paraíso.
Leve como a pena que agora descansa confortavelmente em teu peito e vive na reconfortante imagem do teu sorriso. DiA.....¡

Em Viagem

Não estou.
Hoje não estou, hoje estás tu no meu viver.
Enquanto eu estou na viagem entre o não querer ir para voltar mais depressa.
A distância é uma faca.

 

Inspirado

Inspirado pelo aroma de uma manhã, curta.
Inspirado pelo sonho ainda perto.
Inspirado por um querer, breve mas imortal.
Inspirado por uma vontade enorme, que me alimenta o querer e me faz sonhar, nesta manhã curta.
És como a vida, inspiras-me.

De/composiçao

 
De/composiçao
 
Homem Lixo
Em decomposição, assim como cada letra, de cada palavra de, cada frase, de cada texto. A conversa de corvos que consomem os restos mortais de meu sentir, são tipo gralhas que sem ter jeito para nada, criticam a vontade dos outros. São abutres por ser.