sábado, 3 de novembro de 2012

Cinza


*

A cegueira que agora sinto; não me dói.
É apenas escura.
Cinza
 
Lágrima, cinza….Lama!
 
De tanto chorar enlameei o meu existir;
Enterrei-me.
De tanto chorar, afoguei-me…em mim.
Morri, coberto de uma camada de lama seca.
Fina; sepulcral…
Nunca mais chorei; desapareci!
Volto agora
Queimando a fina camada,
Quebro esta casca; este ovo cavernoso.
Ardo em asas de labareda e volto a nascer.
De novo...cinza…

 

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