O silêncio, imenso, deixa-me surdo.
Não posso falar,
Ninguém me ouve; sou o mudo.
O chão frio, sinto,
Na cova da vida, junto valeta do Mundo.
Durmo na cama do lixo,
Num sofá imundo
No almoço do tempo,
Tenho o tempo como fome.
Sou o porco imundo que não come.
Sou a carne que não se vê,
Mas apesar de tudo existo.
Sou o Homem Lixo!
E tu……?
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