quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Pedra chorada


 
A pedra que eu pisava, gritava alto o meu nome e eu sem ser surdo não a ouvia, o meu caminhar não me permitia. Certo de meu caminho pisava pedra a pedra, sem ouvir quem me chamava. Nada me podia mover de meu destino, nem a pequena pedra que lá atrás pisara. A pedra de suas fileiras saltou e com pequenos saltos seguiu-me gritando o meu nome. Eu não estava longe mas mesmo assim não a ouvia. A pedra, essa não desistia e depois de gritar mil vezes o meu nome, gritou bem alto uma só vez, o teu. O meu coração parou, quase ao mesmo tempo que meu caminhar. Ao ouvir tão belo som, não mais consegui andar, virei-me então e vi a pedra que nada mais era senão uma lágrima tua perdida na calçada de meu caminho.

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