A pedra que eu pisava, gritava alto o meu nome e eu sem ser
surdo não a ouvia, o meu caminhar não me permitia. Certo de meu caminho pisava
pedra a pedra, sem ouvir quem me chamava. Nada me podia mover de meu destino,
nem a pequena pedra que lá atrás pisara. A pedra de suas fileiras saltou e com
pequenos saltos seguiu-me gritando o meu nome. Eu não estava longe mas mesmo
assim não a ouvia. A pedra, essa não desistia e depois de gritar mil vezes o
meu nome, gritou bem alto uma só vez, o teu. O meu coração parou, quase ao
mesmo tempo que meu caminhar. Ao ouvir tão belo som, não mais consegui andar,
virei-me então e vi a pedra que nada mais era senão uma lágrima tua perdida na
calçada de meu caminho.
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
Pedra chorada
A pedra que eu pisava, gritava alto o meu nome e eu sem ser
surdo não a ouvia, o meu caminhar não me permitia. Certo de meu caminho pisava
pedra a pedra, sem ouvir quem me chamava. Nada me podia mover de meu destino,
nem a pequena pedra que lá atrás pisara. A pedra de suas fileiras saltou e com
pequenos saltos seguiu-me gritando o meu nome. Eu não estava longe mas mesmo
assim não a ouvia. A pedra, essa não desistia e depois de gritar mil vezes o
meu nome, gritou bem alto uma só vez, o teu. O meu coração parou, quase ao
mesmo tempo que meu caminhar. Ao ouvir tão belo som, não mais consegui andar,
virei-me então e vi a pedra que nada mais era senão uma lágrima tua perdida na
calçada de meu caminho.
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