O silêncio do ar ,
Que me faz pensar .O silêncio do ser,
Que me faz sentir.
O silêncio da água,
Que me faz olhar.
Que demónio vejo eu
À beira rio?Quem será está imagem?
Serei eu.
Imagem feia destorcida,
Reflexo do meu sentir.Tu, minha vida perdida ,
Que me fizeste existir.
Que demónio vejo eu,
Á beira rio?Reflectido na água calma,
Apenas movida pelo sopro tremulo do vento.
Que demónio vejo eu,
Á beira rio?Serei eu?
De meu pensar destorcido,
Meu existir suicideiFiquei por ti adormecido,
E não acordei.
Que demónio vejo eu
À beira rio? Será um anjo, será Deus
Ou apenas eu
A distância que me afasta de ti
É a minha imaginação Pois estás sempre presente em mim,
Mas não és imaginação.
Estás sempre longe
Perto
Por ti sou monge
Vives cá dentro.
Mas se tu para mim não existes
Também não existo euSou então Deus,
Um anjo,
Por não existir, amo-te.
Que demónio vejo eu
À beira rio?Serei eu?...
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