Longo dia. Longo o caminho do Sol, que escondido, tenta saltar para o outro lado. Na inconstância de sua luz, o seu brilhar reflecte a sua ausência. Na frequência enganadora de um raio de luz, reflectido numa lágrima, ilumina-se o Mundo do lado de lá do olho. Cidade imaginária repleta de uma acolhedora luz dourada. Fim do dia, enquanto a manhã me acorda.
Na melancolia de uma rara inexistência, desperta a dúvida em seu reflexo; incorpóreo, irreal. Após um crepúsculo repetido ciclicamente, desperta em si a estranheza por tal figura. Apesar de sua, esta figura não lhe beija a pele ao invés tenta rasga-la.Do outro lado da luz vejo que a sua forma não contorna o seu céu, cria sim uma aura de pequenas bolhas que parecem cantar.
Chora…
Chora por dentro em lágrimas de plástico fundido, enrubescido, incandescente.
Lágrimas que procuram um outro molde para o seu sofrimento.
Lágrimas suas e de outro…
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