quinta-feira, 7 de março de 2013

Nannylandia

Ao fundo uma gota fechada num jarro, canta para todos ouvirem.

Longo dia. Longo o caminho do Sol, que escondido, tenta saltar para o outro lado. Na inconstância de sua luz, o seu brilhar reflecte a sua ausência.
Em pequenos momentos de escuridão, nasce o Sol da inexistência no Planeta da minha imaginação. Pequenos dias de existência incerta onde seres imortais desaparecem, num piscar de olhos, dando lugar a outros.
Mundos à parte, criados por tudo o que a luz descobre diante de nossos olhos, Mundos que nascem quando estes se fecham, nem que seja por segundos.
Longos dias que duram instantes, presos àquilo que queremos deles.


Na frequência enganadora de um raio de luz, reflectido numa lágrima, ilumina-se o Mundo do lado de lá do olho. Cidade imaginária repleta de uma acolhedora luz dourada. Fim do dia, enquanto a manhã me acorda. 



Na melancolia de uma rara inexistência, desperta a dúvida em seu reflexo; incorpóreo, irreal. Após um crepúsculo repetido ciclicamente, desperta em si a estranheza por tal figura. Apesar de sua, esta figura não lhe beija a pele ao invés tenta rasga-la.
Do outro lado da luz vejo que a sua forma não contorna o seu céu, cria sim uma aura de pequenas bolhas que parecem cantar.
Chora…
Chora por dentro em lágrimas de plástico fundido, enrubescido, incandescente.
Lágrimas que procuram um outro molde para o seu sofrimento.
Lágrimas suas e de outro…

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