domingo, 4 de novembro de 2012

Não

… Por dentro sinto o teu chorar.
Ao olhar para ti não te vejo
Mas ouço o teu soluçar, que é o meu.
Sem te ver quase te toco,
Estás perto sem aqui estar.
Ao sentir o teu existir em meu peito,
Tenho de te tocar ou ao menos ver
Com delicadeza é isso que tento fazer.
Retiro de meu peito o coração que não é meu,
Ao abri-lo vejo o meu desejo,
Vejo te a ti
Vejo a alma que perdi.
Respiro tudo o que não esqueci
Gravo em meus olhos a fotografia do passado.
E volto a guardar o coração que é teu,
Mas trago no peito.

Obrigado por me o emprestares…

 

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