domingo, 4 de novembro de 2012

No átrio desta bela casa

No átrio desta bela casa
Na janela deste edifício
Ao som desta reza
Na grandeza de um prenúncio.
 
À luz deste vitral,
À sombra desta cruz
Escondemos a nossa moral
Do pecado que tanto nos seduz.

Nas paginas deste livro,
Nas ruas deste mundo,
Mantemo-nos ao escuro,
Escondemo-nos bem fundo.

Nas teclas deste órgão,
Nas balas desta pistola
Matamos o coração,
Por uma simples esmola

No vinho deste gral
Na forma deste espirito
Uma distância abismal
Na verdade deste mito.

Na voz deste pastor
Na pastagem destas ovelhas
Com o rebanho do lobo caçador
As perdas são tamanhas.

Nas letras desta canção
A união de um irmão
Mas com mais de uma canção,
Separa-se a união

Na vida destas almas
Na morte destes corpos
Na verdade são chamas,
A nossa vida depois de mortos.

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