terça-feira, 20 de novembro de 2012

Sem luz,


Sem luz,
Sem sombra,
Apenas se conduz
Este ser que vos assombra.

Vós,
Corpos próprios,
Sempre sós,
Com os vossos vícios.

Não vês por dentro,
Não sabes,
Estás morto
E nada ouves.

Estás doente,
Mas mostras-te saudável,
enganas-te,
és um ser desprezível.

A droga do nosso ser ,
É a  aparente normalidade,
Em que todos estão a viver,
Sem ter essa vontade.

 
Leve estranheza,
Aquela que sinto,
Quando veja a natureza
Do INF INITO.

Mascaras que vestimos,
Para os outros agradarmos,
Nos seus pensamentos.
São aquilo que dos outros vemos,
E de que facilmente gostamos.
O maior dos nossos encantos,
É a beleza que vemos,
Mas a maior beleza, que temos,
É aquela que não vemos.

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