terça-feira, 20 de novembro de 2012

Seres banais,


Seres banais,
Todos,
Vivem carnavais.
Seres surdos, mudos,
Anormais,
Longe dos mundos,
De posturas abismais.
São suas,
Não o sendo
São uma e não duas,
Mas nada vão parecendo.
Molde desfigura a realidade,
Torna- se podre,
Sua maior lealdade,
Leal à sua forma,
Desleal a si mesmo.
Para fora nada mostra,
Mostra apenas
A figura morta,
Da deusa Atenas.

Mascaras,
De seres desfigurados,
São figuras,
De seres acabados.

Acabado de morrer,
Fingem agora nascer,
De si mesmos a fugir
Longe, mortos a viver.

Vivem a ilusão,
Que outros vêem,
De si mesmo são paixão,
Aquilo que os outros tem.

Obscuridade,
Estranheza do frio,
Beleza da verdade,
Escondida por um fio.

Disfarce,
Moda fantasma.
Bonecos de um demente,
Que vestem a sua forma.

Luas brilhantes,
Pensam ser sois,
Tão distantes .
Como nos dois.

Pontos,
Não linhas,
São contos,
Histórias minhas.

Histórias de luz,
Que parecem sombra,
Não nos seduz,
Apenas nos assombra.

Aves que falam,
Homens que calam,
Notas que cantam,
Seres que não sentem.

Rostos ,
Rostos belos ,
Sem expressão,
Sorriem no escuro
Sem razão.

Rostos de sofrimento,
Mascaras toscas,
Do pensamento.

Rostos humanos,
Novos tristes
Alegres veteranos.

Rostos pobres,
Alegria disfarçada,
Rostos podres.
Com a alegria roubada.

Rostos humanos ,
Usados,
Velhos e profanados,
Pelas mascaras marcados

Rostos.

Rostos sem sentido,
Rostos tristes,
De não terem vivido,
Mas sim fingido.

Para quê?
O fim é o mesmo.

 

 

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