Seres
banais,
Todos,Vivem carnavais.
Seres surdos, mudos,
Anormais,
Longe dos mundos,
De posturas abismais.
São suas,
Não o sendo
São uma e não duas,
Mas nada vão parecendo.
Molde desfigura a realidade,
Torna- se podre,
Sua maior lealdade,
Leal à sua forma,
Desleal a si mesmo.
Para fora nada mostra,
Mostra apenas
A figura morta,
Da deusa Atenas.
Mascaras,
De
seres desfigurados,São figuras,
De seres acabados.
Acabado
de morrer,
Fingem
agora nascer,De si mesmos a fugir
Longe, mortos a viver.
Vivem
a ilusão,
Que
outros vêem,De si mesmo são paixão,
Aquilo que os outros tem.
Obscuridade,
Estranheza
do frio,Beleza da verdade,
Escondida por um fio.
Disfarce,
Moda
fantasma.Bonecos de um demente,
Que vestem a sua forma.
Luas
brilhantes,
Pensam
ser sois,Tão distantes .
Como nos dois.
Pontos,
Não
linhas,São contos,
Histórias minhas.
Histórias
de luz,
Que
parecem sombra,Não nos seduz,
Apenas nos assombra.
Aves
que falam,
Homens
que calam,Notas que cantam,
Seres que não sentem.
Rostos
,
Rostos
belos ,Sem expressão,
Sorriem no escuro
Sem razão.
Rostos
de sofrimento,
Mascaras
toscas,Do pensamento.
Rostos
humanos,
Novos
tristes Alegres veteranos.
Rostos
pobres,
Alegria
disfarçada,Rostos podres.
Com a alegria roubada.
Rostos
humanos ,
Usados,Velhos e profanados,
Pelas mascaras marcados
Rostos.
Rostos sem sentido,
Rostos tristes,
De não terem vivido,
Mas sim fingido.
Para
quê?
O
fim é o mesmo.
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